
Um arte de criação de imagens em movimento.
Uma arte autônoma, uma arte popular, uma arte digital.
Uma mistura de quadrinhos (no sentido de ser uma arte do desenho: criação e não capturação do real) e cinema (movimento: duração de um mundo - aqui - irreal).
Uma arte do sonho.
Em Up, a sequência, logo no início, de toda a vida de um casal é, pura e simplesmente, a beleza do encadeamento de imagens em movimento guiados por um trilha sonora, e a apresentação de leitmotivs poético-visuais que nos arrancarão lágrimas e sorrisos mais tarde.
Diferente do que chamamos de cinema, essas imagens foram todas totalmente criadas (desenhadas digitalmente) num mundo irreal.
Não digo que Up é o melhor filme do ano, muito menos que se encontra entre os melhores - ao lado de Gran Torino e Inimigos Públicos. Não porque não mereça... mas porque seja outra arte, uma mais nova que o cinema e que evolui de forma assustadoramente veloz.
Up é grande animação... Viva a Pixar, e viva Pete Doctor... quanto trabalho, quanta sensibilidade!
Mateus Moura